segunda-feira, 21 de junho de 2010

Alcunhas de um poeta



Ainda o chamam sonhador


A noite lhe chama solitário


Já lhe chamaram trovador


O chamam também otário





Com honra, foi perdedor


Jamais vil mercenário


Ainda o chamam sonhador


A noite lhe chama solitário





Provou mil taças de dor


O mesmo conto do vigário


Quase sempre sofredor


O último do páreo


Ainda o chamam sonhador

Henrique Aragão

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