Temo a noite. Oh, algoz terrível
que finda quimeras, tolos devaneios
Arranca da alma os juvenis anseios
Torna o sentir um ato insensível
Temo a noite. Oh, breu desprezível
Vago nas trevas com receio
Visões turvas, em seu seio
Há tudo que se diz impossível
Espectros fitam-me presunçosos
Em busca de sonhos ociosos
Com insana fome, sem pudor
Na masmorra da desilusão
Sangra amiúde meu coração
Escorrem versos de imensa dor
que finda quimeras, tolos devaneios
Arranca da alma os juvenis anseios
Torna o sentir um ato insensível
Temo a noite. Oh, breu desprezível
Vago nas trevas com receio
Visões turvas, em seu seio
Há tudo que se diz impossível
Espectros fitam-me presunçosos
Em busca de sonhos ociosos
Com insana fome, sem pudor
Na masmorra da desilusão
Sangra amiúde meu coração
Escorrem versos de imensa dor
Henrique Aragão

As vezes é exatamente assim que me sinto.
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