No leito da dor que me banhava
Nadei contra a corrente do sofrimento
Agarrei-me a coragem que me restava
Antes de chegar à foz, derradeiro momento
O rio de culpas que me espreitava
Tortura sorrindo, como a contento
Afogar-me no mar seu intento
Oceano de dores que me afogava
No abismo obscuro em que eu caía
Redemoinho de ilusões que me engolia
Águas revoltas, maré sem direção
Perdi-me em alto-mar, voraz vazio
Navegante só, neste infinito sombrio
Barco à deriva, o meu coração
Henrique Aragão

Henrique, a ti os meus aplausos de pé por tão bela construção! Tens o meu respeito e a minha admiração... Abraços e carinhos a ti... Bjsss
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